A Filha Perdida
As correntes tilintavam com o peso da umidade e do tempo. A cela diante de Elena parecia respirar, como se estivesse viva, um organismo antigo moldado em pedra. Ela se ajoelhou, aproximando o rosto das barras frias e cobertas de limo.
“Você está bem?”, sussurrou, o som da própria voz ecoando com leveza perturbadora.
A mulher no chão moveu-se lentamente, como se o corpo estivesse preso a um mundo diferente. O cabelo molhado grudava-se ao rosto. Com esforço, ergueu a cabeça. Seus