A caverna
O aroma do pão doce com ervas pairava no ar, junto com os risos e vozes distantes do povo que já se preparava para o Festival da Lua. Elena limpou as mãos na barra do avental, os pulsos ainda latejando do cansaço. A mesa da cozinha estava repleta de potes, frascos e pães moldados com formas de animais antigos, um costume ancestral que ela respeitava, mesmo sem entender.
Suspirou. O bebê em seu ventre parecia inquieto, como se algo nele também sentisse a movimentação do mundo lá fora.