NAYLA
Minhas mãos tremiam enquanto eu socava as poucas roupas dentro da mala. Cada dobra de tecido era um muro que eu tentava levantar de novo.
Me olhei no espelho e mal reconheci a mulher de ontem. A maquiagem escondia a noite em claro, mas nada escondia a sensação de pele marcada.
Uma batida seca na porta me sobressaltou.
— Está pronta?
Era a voz de Lukas.
— O senhor Cupertini pediu para lhe levar, Nayla.
Abri a porta com o queixo erguido, a mala pesando na mão.
— Eu não vo