HECTOR
Eu sentia o sangue latejar nas minhas têmporas, um ritmo violento que acompanhava o som das portas do elevador se fechando.
O perfume da Nayla ainda estava no ar, mas o que restava entre nós era apenas o cheiro de cinzas.
Eu a perdi.
Pela primeira vez na vida, eu tive algo que não era um resto, uma sobra ou um pagamento por um serviço sujo, e eu deixei escapar por entre os dedos.
Levei as mãos à cabeça, fechando os olhos com força.
A vontade de socar a parede de mármore des