O beijo era um incêndio, mas o gelo dela veio de repente.
Nayla travou, os braços ganhando uma força que eu não esperava. Ela me empurrou, o peito subindo e descendo com uma fúria que não era mais desejo, era nojo.
— Isso é nojento!
ela cuspiu as palavras, limpando a boca com as costas da mão, os olhos brilhando com uma mágoa inflamável.
— Você estava botando a boca não sei aonde daquela mulher a momentos atrás!
Neguei com a cabeça, um sorriso ladino e amargo surgindo.
A ironia d