O cheiro de pólvora grudou na minha garganta. E um gosto amargo, quente, que parece que não vai sair nunca mais.
Olhava para as minhas mãos e elas estavam tremendo. Não era um tremor de frio, era aquela descarga de adrenalina pura, aquela sensação de que o mundo tinha sumido debaixo dos meus pés por um segundo e eu ainda estava tentando achar o chão.
O chão que agora tinha o sangue do Hector. O sangue do meu irmão.
O meu sangue queimou na minha mente e eu nunca senti tanta semelhança co