Ana Luiza Martinelli
A manhã já estava bem avançada quando Rafaela entrou na sala com a sutileza de um furacão.
— Ex-cunhadinhaaa! — ela entrou gritando.
Estava concentrada em uma planilha e nem tinha percebido a aproximação até sentir o perfume doce invadir a sala.
— Fala baixo, Rafa!
Mas era Rafaela. E, quando se tratava dela, a discrição era uma palavra que simplesmente não existia em seu vocabulário.
— Ai, desculpa — ela disse, abaixando ligeiramente a voz, mas com aquele sorriso enorme no