O relógio na parede fazia um tique-taque quase imperceptível, mas em minha cabeça era como um tambor ruidoso que batia no ritmo da minha ansiedade. Sentada naquele banco frio de corredor, com as mãos entrelaçadas no colo e os olhos fixos na porta da UTI pediátrica, eu me sentia mais uma vez uma mãe frágil, impotente diante da dor do meu filho.
A madrugada estava longa. Já era a terceira vez que olhava pela janela e via o céu ainda escuro, sem nem sinal da aurora. Nem um fiapo de luz. Parecia q