Assim que o vi, meu corpo inteiro se arrepiou.
David.
Ele estava parado ali, com a mão ainda no ar, como se estivesse prestes a bater novamente.
— Eu... eu só queria saber se estava tudo bem — disse ele, gaguejando um pouco.
Aquilo foi surreal.
Ficamos nos encarando por alguns segundos e antes que pudesse inventar uma desculpa para o mandar embora, ouvi a voz doce da minha filha vindo do sofá.
— Oi, tio!
David olhou por cima do meu ombro, confuso. Eu então, me virei e vi Charlie se aproximando,