Fernanda Mendonça:
O copo de vidro gelado desliza entre meus dedos enquanto giro a bebida âmbar em círculos lentamente antes de levá-lo à boca. O álcool desce queimando, mas não o suficiente para aquecer o vazio que sinto no peito.
O bar está cheio, a música ao fundo vibra no meu peito, e a conversa dos outros clientes cria um zumbido constante ao meu redor.
Olho para a entrada, esperando pelas meninas, mas a cada novo rosto que entra, nenhum é o delas. Elas sempre demoram, mas hoje parece que