Alina
Depois de dois meses, o caos da Shifters já não me assusta mais.
O carro para do outro lado da rua. Observo a entrada: uma fila que vira o quarteirão, a marquise iluminada por holofotes em neon rosa-choque, canhões de luz cortando o ar e o burburinho de conversas e risadas sendo abafado pela música alta. Para humanos, aquilo parece um clichê. Para mim, é deliciosamente libertador.
Passo pela entrada principal e sigo até uma porta menor, na lateral, feita de ferro, com apenas um tecla