Capítulo 8
Quando fechei a porta pesada atrás de mim, Sebastian estava de pé perto da janela gigante, de costas rígidas para mim.

— Sente-se — disse ele sem se virar, sua voz estranhamente tensa.

Obedeci mecanicamente, sentando-me numa das cadeiras de couro em frente à mesa.

Ele se virou lentamente e me estudou com aqueles olhos penetrantes e analíticos.

— Você está bem?

— Estou — menti automaticamente.

— Oliver.

Havia algo no tom da sua voz — algo gentil, preocupado — que me fez olhar para ele diretamente.

— Estou bem, Sebastian. Por quê?

— Porque você parece estar prestes a ter um ataque de pânico completo.

A observação clínica me pegou completamente desprevenido.

Será que era tão óbvio assim? Tão patético?

— Eu... estou só um pouco cansado. Não dormi bem.

— Está sendo difícil? — Ele se aproximou, apoiando-se na beirada da mesa. — Os comentários? As pessoas?

Então ele havia ouvido também.

Claro que havia ouvido. Sebastian ouvia tudo.

— Não é nada que eu não possa lidar — menti fracamente, evita
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