A tensão no ar era quase palpável.
Sufocante.
— Quanto tempo? — perguntei finalmente, minha voz saindo baixa demais.
— Como assim?
— Quanto tempo vamos manter isso? O casamento, eu digo. A farsa.
Sebastian colocou a xícara cuidadosamente na mesa de centro de vidro, pensativo, os olhos distantes.
— Tempo suficiente para que não pareça suspeito quando nos separarmos. Um ano, talvez dois. Depende.
Um ano. Ou dois.
Vivendo essa mentira elaborada, fingindo ser algo que não éramos, interpretando papéi