O olhar de Carla me perfurava diante daquela possibilidade deixada no ar, e logo os olhares ao redor começaram a conversar entre si. Todos queriam comentar, especular, alimentar o assunto, mas ninguém se atrevia a dizer uma única palavra na presença dela.
Eu já havia saído nas notícias como a “companheira” de Leonardo naquela noite, e agora estava ali novamente, desta vez como babá da filha dele, e supostamente, grávida. Tudo aquilo era material perfeito para fofocas de alto nível.
Carla lançou um olhar de advertência à moça que fizera o comentário sobre a possível gravidez, e ela imediatamente se calou, baixando os olhos.
–A Júlia vai ter um bebê?– Dália perguntou, com os olhinhos arregalados.
–N-não é isso, querida, eu só passei mal por andar o dia todo– respondi rapidamente.
–Dália, venha– Carla pegou a filha pela mão e a levou de volta para observar os catálogos.
Levantei-me sob o peso do olhar de todos e caminhei até Carla.
–Senhora, posso sair por um momento? Gostaria de