–Falem! De que verdade vocês estão falando?– levantei a voz, impaciente e irritado, com medo de que Júlia realmente estivesse tramando algo com Carla.
–Helena– Dália chamou, encolhida, e Júlia foi até ela e a pegou no colo.
–Por favor, saiam, aqui não é lugar para brigar–
Olhei para Dália, que tinha o rosto escondido no pescoço de Júlia, e olhei para a própria Júlia, que desviou o olhar.
–Quem você pensa que é para dar ordens a mim e ao meu marido? Eu sou a dona desta casa e não você, você não passa de uma empregada! Ou o quê? Por acaso você abriu as pernas para...–
–Calada!– levantei a voz para Carla e logo a peguei pelo pulso, levando-a para fora do quarto.
–Me solta!– Carla se debatia, mas não a soltei até chegarmos ao meu antigo quarto, que ela tinha ocupado, e a joguei lá dentro.
–Você realmente não consegue se controlar? Nem em frente da sua filha? Como se atreve a falar palavras baixas e vulgares na frente da Dália?!–
–Você é quem está sendo baixo e vulgar trazendo sua amante p