A resposta de Júlia veio em silêncio e sem hesitar. Ela se colocou na ponta dos pés, inclinou meu pescoço e me deu um beijo simples; logo pude ver seu lindo sorriso.
–É claro, eu quero estar com você e não me importa como. E eu vou estar ao seu lado, e prometo que juntos vamos encontrar uma forma de tirar a guarda da Dália da Carla. Lá no cemitério você disse que cuidaria de mim, que eu não estava mais sozinha, e eu digo o mesmo a você. Você não está sozinho, e a partir de hoje vamos enfrentar tudo juntos, como um casal–
Meu peito se encheu de uma sensação nova e aconchegante, algo que eu nunca tinha sentido antes, nem por Carla no começo do nosso casamento. A sensação de companheirismo, ter alguém que se ama ao seu lado para enfrentar tudo, juntos.
Me inclinei, tirando mais um beijo de Júlia, e sorrimos um para o outro com nossos dedos entrelaçados. Logo fomos até o carro de mãos dadas, e abri a porta para ela; em seguida, entrei no banco da frente, soltando um suspiro.
–Vamos–
Em al