POV Leonardo
Quando vi Júlia ali parada olhando para a lápide de sua filha, logo imaginei os anos que ela passou visitando aquele lugar, sozinha, angustiada, sem amparo nenhum. Minha única reação foi clara: abraçar ela, proteger e dar amparo, tentar confortar ela por todo aquele sentimento que de alguma forma, pesava em mim também, como um senso de dever instintivo, como se eu devesse ter estado todos aqueles anos ali com ela.
Mas agora que eu estava ali, eu protegeria ela, não deixaria ninguém machucá-la nem tornar seu coração amargo outra vez. Talvez, se ela tivesse tido alguém ao seu lado, ela não teria se juntado a Carla numa vingança sem sentido.
Quando terminei de secar as lágrimas de Júlia após confortá-la, sorri ao ver como ela se parecia com Dália quando chorava e sua testa ficava vermelha como um tomate, e aquela expressão me pareceu estranhamente familiar, como se já tivesse visto em outras ocasiões.
E, após confessar que protegeria ela dali para frente, o beijo foi inevitá