–Papai, a Helena pode voltar para casa com a gente?–
Olhei para Leonardo e ele olhou para mim de volta, logo desviei o olhar, olhando para Dália.
–Querida, eu não posso voltar com vocês, já disse que eu estou morando aqui agora, a minha vida está aqui, e você deve voltar com o seu papai–
–Mas eu não quero ir sem você, Helena!–
–Querida...–
–Você não quer vir comigo porque não me ama mais! Porque... por que eu não sou a sua filha!–
Dália saiu do meu colo antes que eu pudesse dizer algo, e correu para o quarto.
Olhei para Leonardo que me encarou parecendo indeciso entre aceitar o pedido da filha, ou passar por cima de sua própria decisão.
Me levantei e fui até o quarto para consolar Dália.
Bati à porta e a abri, sentindo meu coração encolher ao vê-la deitada na cama, encolhida, abraçando o coelhinho.
–Dália, querida, por favor, olhe para mim, assim eu vou ficar triste também. Você sabe que eu amo muito você, e eu seria muito feliz se você fosse minha filha, mas não é assim tão simples,