~Damon~
Alguns meses se passaram, e eu ainda acordava todas as manhãs com a mesma lembrança gravada a ferro no peito. Eu lembrava do calor do corpo dela se esvaindo nos meus braços, da forma como o sangue dela cobriu minhas mãos, manchando tão fundo que eu achei que nunca mais me sentiria limpo.
Eu lembrava dos lábios dela se abrindo como se quisessem dizer meu nome uma última vez, mas nenhum som saía, apenas sangue, e o silêncio soava mais alto do que qualquer grito que eu já ouvi.
Eu lembrava