A sala do tribunal tinha um tipo de silêncio que não era confortável. Não era o silêncio de paz ou de descanso, mas aquele que pesa nos ombros, que obriga cada pessoa presente a medir cada gesto, cada respiração, cada palavra antes de deixar escapar. Tudo ali parecia calculado para manter o controle absoluto da situação: as cadeiras alinhadas, os papéis organizados com precisão, o juiz no centro observando com atenção fria, como se estivesse acostumado a ver histórias sendo desmontadas peça por