Os meses passaram mais rápido do que Ava imaginava.
Talvez porque estivesse feliz. Ou talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, não estivesse apenas sobrevivendo. Estivesse realmente vivendo. A nova casa já parecia um lar de verdade. As caixas da mudança desapareceram, os móveis encontraram seus lugares, as fotografias começaram a ocupar as paredes e as risadas passaram a preencher os corredores. O quarto de Oliver, porém, era provavelmente o cômodo mais amado daquela mansão inteira.