O salão de refeições está silencioso demais naquela manhã.
O som dos talheres, das cadeiras sendo levemente arrastadas, tudo parece contido, como se até o ar soubesse que algo está errado. Tento manter a postura, os movimentos controlados, os olhos baixos o suficiente para não chamar atenção… mas por dentro, meu corpo inteiro ainda está em alerta.
Sinto antes mesmo de ouvir.
O olhar dele.
Eros.
— Onde você estava ontem à noite? — a voz dele corta o silêncio com facilidade, firme, direta.