Ainda estou acordada quando escuto seus passos pelo quarto, o som pesado contrastando com o silêncio da noite. Ele se move com tranquilidade, como se nada tivesse acontecido, recolhendo suas roupas, ajeitando-se sem pressa… até que, por fim, a porta se fecha atrás dele com um clique baixo, definitivo. E é só então que o choro sobe. Fica preso na minha garganta, queimando, sufocando. A dor física da marca — que nunca deveria estar ali — pulsa em minha pele, viva, cruel… misturada à dor ainda mais profunda de ter sido tocada por alguém que eu não desejo, não almejo… e nunca quis que me tocasse. Levanto-me da cama rapidamente, quase tropeçando na pressa. Minhas mãos tremem enquanto pego minhas roupas e as visto às pressas, sem me importar com a organização ou com a aparência. Só preciso sair dali. Preciso respirar. Abro a porta e corro pelos corredores, os passos ecoando baixos contra o chão frio, guiada apenas pelo impulso… indo direto para o lugar onde sempre encontro Joseph. O
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