Fernanda Vasques
O restaurante era um daqueles lugares onde o silêncio é tão caro quanto o menu. Luzes baixas, música instrumental suave e o som discreto de talheres de prata batendo em porcelana legítima. Um ambiente que deveria me fazer sentir especial, mas que, naquele momento, parecia uma jaula decorada.
Fred estacionou o carro e deu a volta para abrir a porta para mim. Ele foi impecável. Gentil, carinhoso, segurando minha mão com uma leveza que deveria ser reconfortante. Mas, no momento em