Fernanda Vasques
A cabeça latejava.
O estômago revirava.
O corpo doía como se eu tivesse sido atropelada por um caminhão... ou talvez por um vizinho gostoso, de novo.
Estava sentada no sofá da minha tia, de pijama, cabelo amarrado num coque horroroso e um prato de miojo na mão.
Na outra, o celular.
Porque vergonha compartilhada com a melhor amiga dói menos.
Apertei o botão de gravação e comecei o áudio.
- Clara, do céu. Eu não sei nem por onde começar... mas eu preciso desabafar antes de m