Fernanda Vasques
Acordei com o corpo inteiro dolorido.
Das coxas ao pescoço, cada parte de mim gritava um lembrete escandaloso da noite anterior.
E o pior?
O culpado tava dormindo como um anjo ao meu lado.
Cabelos bagunçados. Sorriso de canto. Braço jogado em cima da minha cintura como se eu fosse parte dele.
— Cavallini do inferno... — murmurei baixinho, tentando me soltar.
Mas a cada movimento, minha bunda doía. Minhas pernas doíam.
Até meu ego doía um pouco.
Porque por mais que eu quisesse