Fernanda Vasques
— VOCÊ É LOUCO?
Entrei no quarto bufando, o rosto ainda quente do beijo escandaloso no meio do salão.
— Tinha necessidade de me beijar daquele jeito na frente de todo mundo?
Pietro entrou atrás de mim, largando o paletó na poltrona.
— Tinha.
Ele trancou a porta.
— Porque você precisava me provocar daquele jeito, Vasques.
— Eu não fiz nada, idiota!
Ele riu.
Aquele riso sacana, que sempre vem antes do apocalipse.
— Ah não?
Se olhar daquele jeito não for provocação, então você me