Nas últimas horas, eu havia perdido o sono para uma insónia devastadora. Ao meu lado, Carlos dormia serenamente e eu não queria acordá-lo. Por isso, com movimentos lentos, saí da cama. Precisava de respirar ar puro.
Vesti um casaco e desci para a cozinha. Sabia que a Maria guardava alguns chás de infusão num armário. Preparei um chá de camomila, peguei uma manta e sentei-me num sofá no terraço.
O sol iria começar a nascer em breve. A paisagem tinha tons azulados e cinzentos, e o ar da manhã era