Cristian riu, nervoso.
— Acha que esse cara vai conseguir?
— Acho que Gabriel é um bom homem.
— Ele não liga pra ela!
retrucou.
— Acabei de ouvir o amigo dele falando barbaridades!
Fechei os olhos por um instante.
— Ele está machucado.
expliquei.
— Pela morte dos pais. Pela vida que não saiu como devia. Mas ele não é assim. Você vai ver.
— Nós não temos tempo pra apostas erradas!
ele insistiu.
— Escuta senhor Carlos, Eu posso convencer a Lara. Esse tratamento tem grandes chances. Eu falo como médico. Eu posso ir com ela. Só precisamos de autorização.
Apertei seu ombro com mais força, decidido.
— Dessa vez, rapaz… a decisão será dela. Eu não vou fazer minha filha sofrer de novo. Ela precisa querer lutar.
Minha esposa se aproximou por trás, me abraçando.
— Nós não vamos mais pressionar, Cristian.
disse ela, com a voz baixa.
— Agora… só ela pode decidir isso.
Soltei o ar lentamente.
— Há uma vaga pra você no hospital.
acrescentei.
— Pode continuar seus estudos e seu trabalho lá. Um c