NARRAÇÃO DE PETRINA
Senti um aperto no peito — daqueles que não se explicam com palavras, apenas se sentem. Uma fisgada funda, como se algo dentro de mim tivesse sido rasgado sem anestesia.
Estava na cozinha, tentando respirar, tentando colocar alguma ordem nos pensamentos depois de tudo o que aconteceu com Miguel. Mas a angústia já vinha me rondando há dias. Era como se o universo gritasse: “Você não sabe a verdade.” Passei a mão no cenho, angustiada com o que estava por vir. Fiz exatamente o