Aquelas duas palavras ecoam na minha mente como um trovão. De alguma forma, ele sabe. Talvez não tudo, talvez não os detalhes, mas o suficiente. O suficiente para estar aqui, para dizer isso, para me encarar com aquele olhar firme e determinado que me faz sentir tão pequena e exposta.
"Eu..." começo, mas as palavras morrem na minha garganta. Não sei o que dizer, o que fazer. Não há como fugir dessa vez, não há desculpa ou distração que possa apagar o que está prestes a acontecer.
A tensão no ar