É estranho, como uma memória antiga que volta com uma intensidade quase palpável. Durante nosso casamento, mesmo nos dias em que fingia odiá-la, eu sentia isso. Eu chegava em casa, cansado e de alma pesada, mas sempre havia algo que me fazia sentir que eu ainda tinha um lugar no mundo.
Era ela. Era o olhar dela, sempre sereno, sempre acolhedor.
Era o som dos passos dela no corredor, tão suaves, mas com uma força que me dava segurança. Eu sempre a esperava, como se fosse a única coisa que impo