A mensagem do Augusto virou um cronômetro na minha cabeça.
Esteja na minha sala às 8h.
Não dormi. Passei a noite encarando o teto e imaginando o que ele vai fazer. Me demitir? Me humilhar? Me processar?
Levanto às seis. O enjoo matinal vem pontual, violento. Vomito bile, lavo o rosto com água gelada até a pele ficar dormente.
Me olho no espelho. A olheira tá funda, roxa. O rosto pálido. Pareço uma criminosa prestes a se entregar.
— Reage, Lavínia. — Sussurro para o espelho. A voz sai rouca.
Vou