Capítulo 7 - A Armadilha

A mensagem do Augusto virou um cronômetro na minha cabeça.

Esteja na minha sala às 8h.

Não dormi. Passei a noite encarando o teto e imaginando o que ele vai fazer. Me demitir? Me humilhar? Me processar?

Levanto às seis. O enjoo matinal vem pontual, violento. Vomito bile, lavo o rosto com água gelada até a pele ficar dormente.

Me olho no espelho. A olheira tá funda, roxa. O rosto pálido. Pareço uma criminosa prestes a se entregar.

— Reage, Lavínia. — Sussurro para o espelho. A voz sai rouca.

Vou para o armário. Hoje não é dia de vaidade, é dia de defesa. Escolho uma calça de alfaiataria preta que garimpei num brechó e mandei ajustar, e uma camisa branca social de tecido grosso. Abotoo até o colarinho. Nada de colo à mostra. Nada de pele. Se Augusto Romano quiser procurar marcas no meu corpo hoje, vai ter que ter visão de raio-X.

Saio do quarto pisando leve. Minha mãe, Sueli, já está na cozinha. O cheiro de café passado, que eu sempre amei, hoje me dá um reviravolta no estômago. Prendo
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App