POV: Lavínia
Dezoito horas. O relógio digital na parede do quarto do Sírio-Libanês virou meu maior inimigo.
Minha espinha parece estar sendo esmagada por um torno de metal. O suor escorre pela minha testa, ardendo nos meus olhos. Minha respiração sai curta, rasgada, um chiado de animal encurralado.
Não tem música ambiente. Não tem luz de velas ou banheira de água quente. Tem cheiro de antisséptico, o bipe constante do monitor cardíaco e a dor. A dor crua, real, que rasga o corpo ao meio.
— Resp