O som do meu salto batendo no concreto da escada de emergência parece tiro.
Um andar. Dois. Três.
Eu não olho pra trás.
Minha respiração tá rasgando a garganta, o ar é gelado, mas eu tô suando. O paletó do Augusto ficou lá em cima, no chão, junto com a minha dignidade.
Empurro a barra antipânico do térreo com o ombro. O ar da rua me acerta um tapa na cara. Úmido, salgado, barulhento.
A porta de serviço do hotel dá pra uma rua lateral, longe do vallet, longe dos fotógrafos.
Graças a Deus.
Eu tre