Augusto desliga o telefone.
O clique do aparelho na base ecoa na sala de jantar como um tiro de misericórdia.
Ele não grita. Ele não chora.
Ele simplesmente desliga.
É assustador.
O homem que estava rindo comigo há dois minutos, desenhando planos de guerra contra a ex-noiva, sumiu.
No lugar dele, ficou um soldado. Frio. Mecânico. Vazio.
— Augusto? — Chamo, baixo.
Ele pisca, como se estivesse voltando de muito longe.
— Tenho que ir. — Ele levanta da cadeira num movimento brusco. O café na xícara