O jantar é um funeral com sopa de mandioquinha.
Estamos na mesa de oito lugares. Augusto na cabeceira. Eu à direita. Minha mãe à esquerda.
O lustre de cristal brilha em cima da gente, frio.
O único som na sala é o da colher batendo na porcelana. Minha mãe come rápido, nervosa, limpando a boca com o guardanapo de linho a cada duas colheradas. Os olhos dela correm de mim para o Augusto, buscando aprovação.
— A sopa está ótima, Sr. Augusto. — A voz dela sai pequena no silêncio enorme.
— Que bom, D