Terça-feira, 17 de dezembro — 10h.
Não dormi ontem.
Fiquei olhando pro teto, repassando tudo. O dossiê. As fotos da minha mãe. As dívidas do meu pai.
Augusto me ligou doze vezes. Mandou vinte mensagens.
Bloqueei.
E agora estou aqui. Café Mirante. Bairro neutro. Longe da Romano Group, longe de Várzea Clara.
Esperando Yasmim Noronha.
Eu devo estar louca.
A porta abre. Ela entra.
Diferente. Sem a arrogância de antes. Calça social preta, blusa branca, cabelo preso. Elegante. Estratégica.
Ela me vê.