POV: Augusto
— Felipe Romano.
O nome dele bateu na mesa e ficou ali, entre o café frio e os relatórios. Felipe. O tio que eu enterrei em um caixão vazio.
Olho para o Vicente.
— Isso é impossível. — Digo, largando a caneta. — Meu tio Felipe morreu em 1998. Num acidente de carro em Minas Gerais. Eu fui no enterro simbólico. O caixão estava lacrado.
— O caixão estava vazio, Augusto. — Vicente coloca uma pasta velha, amarelada, na minha frente. — Seu pai não matou o irmão. Ele apagou o irmão.