— Senhor? Devo liberar a entrada ou não?
Anthony deu um longo suspiro de frustração. O que ela queria ali justamente em um sábado? Não era possível que o dia dele começasse de forma tão estressante.
— Sim, pode deixá-la subir.
Ele voltou ao quarto para vestir algo mais formal para receber a mãe. Quando passou a camisa pelo corpo, a campainha tocou.
Anthony odiava visitas de última hora e odiava ainda mais quando sabia que nada de bom viria delas.
Abriu a porta e se afastou para que a mãe entrasse.
— Bom dia, meu filho. — ela sorriu e tocou o rosto dele.
— Bom dia, mãe.
— Como você está? O que vai fazer hoje?
Anthony caminhou à frente dela até a sala.
— Gostaria de dormir até mais tarde. Algum motivo para ter vindo tão cedo? — questionou.
— Você proibiu minha entrada no prédio da empresa. Já faz um tempo que não vejo você. Ainda não entendi por que fez aquilo…
— Entendeu sim. — afirmou simplesmente.
— Por que você sempre age assim comigo?
— Alguém precisa. — deu de ombros