SARAH
Saio do orfanato por volta das duas da tarde, com o coração apertado. As crianças se agarram a mim, como se quisessem me impedir de partir, e meu peito se enche de carinho e culpa ao mesmo tempo. Sei que logo voltarei, mas para elas, cada despedida é sentida como se fosse a última.
No caminho para casa, meu celular vibra incansavelmente dentro da bolsa. Apenas uma pessoa no mundo tem essa insistência: minha filha.
Lunna sempre sente ciúmes das crianças do orfanato. Se demoro a voltar, sua