Elara sentiu um arrepio na espinha. O coração estava tão feliz que poderia desfazer-se em infinitos pedaços.
Os olhos dela, encharcados, ameaçavam romper como uma represa ao limite. Jon acariciou de leve o rosto dela e sorriu para ela.
— Não faça isso de novo! Eu não gosto! — ele foi dizendo, enquanto enxugava as maçãs do rosto dela com os polegares.
Elara sorriu. Não pretendia que Jon pensasse que ela era fraca. Ela beijou as mãos dele. Os olhos de ambos estavam um no outro.
Então Jon estendeu a mão sobre a mesinha de cabeceira, trazendo diante dela um documento que Elara já conhecia bem.
Ela o encarou, ainda assim o questionando:
— O que é isso? — a voz dela saiu diferente do que pretendia.
Jon apenas apontou com o queixo para o documento.
— Leia as duas últimas páginas do contrato! — sua voz grave a deixava ainda mais intimidada.
Ela fez o que ele dizia. Ao virar a página, leu cláusulas que jamais acreditaria se deparar.
Os olhos dela estavam cheios de pavor. Empurrou o documento p