POV: MARI
Cheguei na agência antes de o porteiro destrancar a porta principal de vidro do prédio. O ar condicionado estava desligado, o cheiro do fim de semana ainda preso no carpete da sala.
Não era fuga. Eu não estava correndo do Gabriel ou da briga de domingo à noite. Era só necessidade física de espaço. O oxigênio do meu apartamento tinha ficado rarefeito demais pra lidar com o peso de uma segunda-feira.
Tati apareceu quarenta minutos depois. Bateu o olho em mim, largou a mochila na cadeira