POV: GABRIEL
O interfone tocou às oito e meia da noite.
Vinícius.
Não era mensagem. Não era email. Não era advogado. Era ele, no domingo à noite, embaixo do meu apartamento, pedindo entrada sem pedir de fato.
— Pode subir — eu disse.
Abri a porta antes que ele batesse. Vinícius entrou com o casaco fechado, as mãos no bolso, o rosto mais fechado que o normal. Não olhou pro apartamento. Olhou pra mim. Direto. Sem rodeio. Sem a frase de abertura que ele provavelmente ensaiou no elevador e descarto