“Cauã”
Eu não tô entendendo nada! Foi só o tempo da minha loirinha dar uns passos que ela já vai se estabacando com tudo no chão! Lógico que eu sou um cavalheiro e corro para socorrê-la, só que do mais absoluto nada, surge um mascarado que a pega pelos braços e ela se derrete toda para ele.
Eu olho bem para a cara do malandro e já dá logo para perceber que é oriental. A máscara que ele usa é vazada e dá para ver metade do rosto dele. O bicho é bonito, com todo respeito. Não sou viado não, mas o cara é pintoso.
— Ué, cadê a tua loira, Cauã? — Meu amigo Joaquim, que a gente chama de índio por causa do seu cabelo longo e liso e dos seus ancestrais indígenas, com alguns portugueses no meio, bate no meu ombro olhando para os lados, procurando pela Márcia.
— Poxa, meu amigo. Olha ela ali, saindo pela tangente com aquele cara.
Joaquim olha para o casal e comenta.
— Deve ser coreano. A mulherada não pode ver um coreano que cai de quatro por esses caras. Já era, meu camarada. Por mais bonito q