Luna estava sentada na cama, envolta em um roupão felpudo, segurando a xícara de chá com as mãos trêmulas. O calor do líquido mal parecia alcançar o frio que se instalara dentro dela depois de tudo que presenciara. Seu coração ainda batia acelerado, e sua mente insistia em reviver cada detalhe daquela cena surreal.
O silêncio no quarto era quase sufocante até que Luna, incapaz de conter as perguntas que lhe queimavam a garganta, rompeu-o com a voz vacilante:
— O que tem nessa cidade? O que foi