A chuva castigava a terra naquela noite, como se o próprio céu estivesse furioso. Relâmpagos cortavam as nuvens pesadas, iluminando o quarto de Luna por breves instantes, enquanto trovões faziam o chão vibrar.
Sentada em sua cama, apenas a luz amarelada do abajur afastava um pouco da escuridão. A caneta corria pelo diário, tentando capturar o turbilhão de sentimentos que fervilhavam dentro dela. Mas não havia palavras suficientes para descrever o caos daquele dia.
Suspirando, ela largou a canet