MEIA-NOITE (HUXLEY)
A chaleira chia baixo, o som irritante arranhando meus nervos. Eu me inclino para cima da bancada, observando a fumaça que sobe em espirais suaves, tentando convencer minha mente de que o chá vai me acalmar. O silêncio sempre me encontrou confortável. Não sou do tipo que precisa de conversas ou distrações. Sou alguém que sabe o que quer e age sem hesitar. Ou pelo menos, era assim até que ela apareceu.
Eu coloco a fatia do bolo no prato. Mais uma tentativa de algo que não fa