DAVINA
Outro quarto.
Esse era outro quarto cheio de garotas, e eu era apenas mais uma.
Colchões finos e cobertas surradas espalhavam-se pelo chão de concreto. Algumas meninas choravam baixinho, outras estavam sentadas, imóveis, com os olhos vazios.
Eu engoli em seco. Um calafrio subiu pela minha espinha.
Minhas mãos tremiam, mas não era só medo. Era raiva. Eu me lembrava do som do meu coração batendo contra o peito, do aperto sufocante em minha garganta antes de tudo escurecer. O ataque de pâni