DAVINA
O ar parecia rarefeito.
O brilho frio da tela iluminava nossos rostos, destacando cada linha de tensão e cansaço. Meus dedos estavam cerrados sobre o tecido da minha blusa, tão fortes que doíam. Mas eu não soltaria. Não até Pryia estar segura.
A transmissão continuava. Uma a uma, as garotas eram empurradas para o palco, expostas como mercadoria, e vendidas para os homens mascarados nas poltronas da frente ou para os covardes que enchiam a caixa de mensagem da live. Meu estômago revirava.